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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A gente sente...

quando a pessoa certa chegou. E então, logo em seguida, sente que aquela será a última, porque você finalmente decidiu amá-la nos dias bons e ruins.
Eu me irrito, profundamente, com aquelas suas manias. Mas sinto que posso aturá-las, porque você atura as minhas.
A gente sente porque quando briga, um dos dois não aguenta nem alguns minutos longe.
A gente sente, porque o sentimento toma conta do corpo todo. Torna-se um leão a domar.
A gente sente, porque não enjoa. Arruma nem que seja meia hora corrida pra estar junto.
Aaah, estar junto! Tem dia que nem precisa dizer nada, apenas estar com aquele alguém satisfaz. Nem que seja olhando pra TV. A companhia é agradável. Afinal, qual o tesouro maior da nossa velhice? Um bom conversador, uma boa companhia!
A gente sente porque as diferenças não importam. Ser grande e pequeno. Ser magro e ser gordo. Ser espalhafatosa e ser tímido. Bater de frente as vezes é bom, a crise traz mudanças, melhorias.
A gente sente quando todo o tempo do mundo já é pouco. Quando todo beijo do mundo já é pouco. Quando toda palavra é pouca.
A gente sente o olhar pegando fogo.
A gente sente naqueles sinais que só nós entendemos.
A gente sente em cada segredo obscuro que dividimos.
A gente sente quando a voz vira canção, o olhar vira paisagem, o odor vira feitiço, o gosto vira vício, o carinho vira remédio.
A gente sente. E apenas sente. E sentir basta. Porque a gente sente quando não tá sabendo explicar.


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