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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Quero minhas asas de volta!

É o que mais se vê em alguns ambientes que eu vivo.
Gente que não é nada do que mostra ser ante certas pessoas. O caráter verdadeiro não se vê mais por aí... vê-se pessoas dissimuladas. É gente que puxa saco de professor e patrão, é menina que muda totalmente as atitudes perto de alguns meninos, é amiga que ri pra lá e perto de você a graça toda vai embora.
Por vezes eu precisei dissimular, e há quem não tenha coragem de admitir. Admitir a dissimulação seria a característica mais verdadeira de alguém dissimulado? Por vezes eu apenas fingi sorrir, por vezes eu quis chorar e não demonstrei. Com muito custo. Mas o preço é caro... o preço é renegar uma parte do meu eu, e o meu eu completo só se revela perto de uma pessoa.
E de certa forma, eu mesma boicotei minha própria liberdade.

 
Sou obrigada, as vezes, a ser parte do que sou, a ser parte de mim, a mostrar apenas parcela das minhas gargalhadas. O meu eu completo causa repulsa por não se importar com os outros.
Por cobrar de mim a maturidade eu mesma me prendi. Hoje sou um eu social, um eu conveniente como 99% dos seres humanos andando aí na rua da sua casa. Por vezes me libertei, não coloquei travas na língua, não poupei ninguém da vergonha que causa estar do meu lado exporadicamente. Não me importei. Xinguei, alterei a voz, discordei, como quase sempre acontece com quem está ao meu lado: sofre.
A minha liberdade se foi. Por isso e por tantos outros motivos eu sinto falta da presença.
É uma fase difícil né? Ser adulto. Mas que crise!
Mas já não há mais espaço pra uma criança de 20 anos '-'

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