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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Eco

ACÍDIA!
Tudo parece ter caído em normalidade.
Não se move mais uma agulha aqui dentro.
A minha vida, antes agitada, conturbada, desesperada, fugaz, hoje passa, eu só percebo o tempo escorrer pelas minhas mãos, e numa depressão me pergunto: o que você está fazendo, nina!?


Sinto falta do que me inspirava, sinto falta de um tempo que se passou...
Sinto falta de todas as palavras, antes desnecessárias, que ficaram apenas em papéis.


Principalmente das palavras...
Não me parecem verdadeiras...
Não me parecem fiéis...
Poxa, porque é que fazem tanta diferença?
Se antes eu lia as coisas nos olhos, hoje fui tomada por uma cegueira.


Não sinto necessidade de contar nada a ninguém. Até travaria e não saberia dizer se alguém perguntasse. O dom de ter um lugar pra me ouvir, isso aqui, nesse momento, virou a chave das minhas trancas.
Mas sinto mesmo é a necessidade de ver tudo parar, só pra eu poder descontar meu desespero GRITANDO, assim ninguém me julgaria louca, por ser intensa.
sem que ninguém ouça, sem que ninguém perceba.


Pareço ser necessária a alguns e completamente dispensável a outros.
às vezes um sentimento tão passageiro, me pega desprevenida, achando que irá me enlouquecer...
um sentimento que diz: "sempre... sempre foi assim. Eles te conhecem, eles te amam rapidamente, se acostumam com a sua "doçura amarga" e logo depois... te abandonam".


Tudo parece ser passageiro.
As palavras são... as cartas... os papéis... as fotos, as PESSOAS!"
Eu sou passageira.


A agonia as vezes tromba comigo pela rua, minha cabeça vaga pra longe, busca respostas...
busca aliviar um peso, jogar no lixo um tédio, espantar uma preguiça, emagrecer uns par de kg, ajudar alguém, mandar tudo se explodir!


A verdade é que, tão quanto minha gula me faz "barriga sem fundo", também assim é meu coração: sem fundo. Sem limites, um poço na qual parece que as pessoas só vão tirando a àgua, e deixam o baldinho lá, não voltam pra buscar. Assim meu poço foi visitado tantas vezes, e o que vi foi gente saciando a sede e meu poço se esvaziando. VAZIO. Finalmente encontrei-te palavra fujona!
Não basta eu passar por um momento que sou importante, pois minha mente vaga já para quando isso irá acabar... sempre acabou... vaga pra quando irão me esquecer mais uma vez.
AAAH DEZEMBRO! Mês ingrato. Tão feliz, e tão melancólico ao mesmo tempo.


às vezes penso nas atrizes de filmes.
Viver tudo aquilo, mágico, com intensidade, em apenas 2h de imagens rodando numa tela.
Viver como Jamie, como Bella.
Com magia. Como uma princesa (gordinha). E que tivesse um príncipe (que a amasse sem os espartilhos pra deixá-la mais magra).
O tempo é o de menos, eu não me importaria se esse menos fosse só 2h.
A maior mentira que vivi foi querendo viver tudo de uma vez.
Depois poderia morrer... e ser esquecida... como acontece nos filmes.


De onde vem essa intensidade? Essa loucura de querer surreal?
Esse ECO, que nunca se cala?
Bate lá dentro e grita: VIVA, VIVA, VIVA.
Corre pelas artérias num racha ilegal dizendo: ARRISQUE. OUSE. EXPLODA.
Seja aquilo que você foi.
E eu lá... nadando contra a correnteza e dizendo: essa aí, já morreu.


Afinal, quem conhece, sabe que a melhor descrição pra ela é: INFINITO... INTENSIDADE...
É como diz aquela minha canção, daquela banda que parece me descrever: "O dia mente a cor da noite, e o diamante, a cor dos olhos... os olhos mentem dia e noite, a dor da gente."



Espero mesmo ter onde aportar. E não me pergunte se estou bem... a resposta será a mesma, e com o mesmo sorriso.


O ANJO MAIS VELHO - O TEATRO MÁGICO



O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia o verbo a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar..

Um comentário:

  1. Eh manola... os ecos nos fazem pensar muito. Eu tenho ignorado os meus "ecos" para não me sentir mal, mas penso que deveria ouvi-los para viver melhor.

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