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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mitos Litúrgicos - a Autoridade do Padre

Mito 27: “O padre é autoridade, por isso deve-se obedecê-lo em tudo”



Não se deve.
A Santa Igreja é hierárquica, e uma determinação de um sacerdote que vá contra uma determinação de Roma é automaticamente nula.
O Concílio Vaticano II, como foi dito acima, deixa claro que nem mesmo os sacerdotes podem alterar a Sagrada Liturgia (Sacrossanctum Concilium, n. 22)
O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, é incisivo em dizer (“O Sal da Terra”) : “Do que precisamos é de uma nova educação litúrgica, especialmente também os padres.”
A Instrução Redemptionis Sacramentum afirma ainda que todos tem responsabilidade em procurar corrigir os abusos litúrgicos, mesmo quando isso implica em expor queixa aos superiores. Diz o documento (n. 183-184):
“De forma muito especial, todos procurem, de acordo com seus meios, que o santíssimo sacramento da Eucaristia seja defendido de toda irreverência e deformação, e todos os abusos sejam completamente corrigidos. Isto, portanto, é uma tarefa gravíssima para todos e cada um, excluída toda acepção de pessoas, todos estão obrigados a cumprir este trabalho. Qualquer católico, seja sacerdote, seja diácono, seja fiel leigo, tem direito a expor uma queixa por um abuso litúrgico, ante ao Bispo diocesano e ao Ordinário competente que se lhe equipara em direito, ante à Sé apostólica, em virtude do primado do Romano Pontífice. Convém, sem dúvida, que, na medida do possível, a reclamação ou queixa seja exposta primeiro ao Bispo diocesano. Para isso se faça sempre com veracidade e caridade.”

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mitos Litúrgicos - Tira teima

Mito 13: “É errado comungar na boca e de joelhos”




Não é.
A norma tradicional para receber o Corpo de Nosso Senhor, mantida como a única forma lícita por muito séculos, é que se receba diretamente na boca e estando de joelhos, como sinal de reverência e adoração.
Após o Concílio Vaticano II, Roma permitiu, devido ao pedido de algumas conferências episcopais, que em alguns locais os fiéis que desejassem pudessem receber o Corpo de Nosso Senhor na mão. Por outro lado, os documentos oficiais da Santa Igreja recomendaram que o costume de comungar na boca fosse conservado, e proíbem expressamente que os sacerdotes e demais ministros neguem o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca a quem deseja receber desta forma.

A instrução Memoriale Domini, publicada pela Sagrada Congregação para o Culto Divino em 1969, afirma que, se na antigüidade, em algum local foi comum a prática dos fiéis receberem o Corpo de Nosso Senhor na mão, houve nas normas litúrgicas um amadurecimento neste sentido para que se passasse a receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca. Diz o documento: “Com o passar do tempo, quando a verdade e a eficácia do mistério eucarístico, assim como a presença de Cristo nele, foram perscrutadas com mais profundidade, o sentido da reverência devida a este Santíssimo Sacramento e da humildade com a qual ele deve ser recebido exigiram que fosse introduzido o costume que seja o ministro mesmo que deponha sobre a língua do comungante uma parcela do pão consagrado.”

Mas quais são as vantagens que há em receber o Corpo de Nosso Senhor diretamente na boca? O mesmo documento fala de duas: a maior reverência à Sua Presença Real e a maior segurança para que não se percam os fragmentos do Seu Corpo. Assim ele afirma: “Essa maneira de distribuir a santa comunhão deve ser conservada, não somente porque ela tem atrás de si uma tradição multissecular, mas sobretudo porque ela exprime a reverência dos fiéis para com a Eucaristia. Esse modo de fazê-lo não fere em nada a dignidade da pessoa daqueles que se aproximam desse sacramento tão elevado, e é apropriado à preparação requerida para receber o Corpo do Senhor da maneira mais frutuosa possível. Essa reverência exprime bem a comunhão, não “de um pão e de uma bebida ordinários” (São Justino), mas do Corpo e do Sangue do Senhor, em virtude da qual “o povo de Deus participa dos bens do sacrifício pascal, reatualiza a nova aliança selada uma vez por todas por Deus com os homens no Sangue de Cristo, e na fé e na esperança prefigura e antecipa o banquete escatológico no Reino do Pai” (Sagr. Congr.. dos Ritos, Instrução Eucharisticum Mysterium, n.3) Por fim, assegura-se mais eficazmente que a santa comunhão seja administrada com a reverência, o decoro e a dignidade que lhe são devidos de sorte que seja afastado todo o perigo de profanação das espécies eucarísticas, nas quais, “de uma maneira única, Cristo total e todo inteiro, Deus e homem, se encontra presente substancialmente e de um modo permanente” (Sagr. Congr. dos Ritos, Instrução Eucharisticum Mysterium, n. 9); e para que se conserve com diligência todo o cuidado constantemente recomendado pela Igreja no que concerne aos fragmentos do pão consagrado.”
As normas litúrgicas são bem claras em afirmar que “os fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão.” (Notificação da Sagrada Congregação para o Culto Divino, de Abril de 1985). Aqueles que comungam na mão precisam atentar, ainda, para que não se percam pequenos fragmentos da Hóstia Consagrada, nos quais também Nosso Senhor esta presente por inteiro – isto seria, de fato, uma profanação. Também se permitiu, em alguns locais, que se receba o Corpo de Nosso Senhor estando em pé. Mas da mesma forma que a Sagrada Comunhão na mão, isto se permitiu como uma concessão à regra tradicional, afirmando-se que os que desejarem receber o Corpo de Nosso Senhor ajoelhados, em sinal de adoração, são livres para fazê-lo. É o que afirma a Sagrada Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos:
“A recusa da Comunhão a um fiel que esteja ajoelhado, é grave violação de um dos direitos básicos dos fiéis cristãos. (…) Mesmo naqueles países em que esta Congregação adotou a legislação local que reconhece o permanecer em pé como postura normal para receber a Sagrada Comunhão, ela o fez com a condição de que os comungantes desejosos de se ajoelhar não seria recusada a Sagrada Eucaristia. (…) A prática de ajoelhar-se para receber a Santa Comunhão tem em seu favor uma antiga tradição secular, e é um sinal particularmente expressivo de adoração, completamente apropriado, levando em conta a verdadeira, real e significativa presença de Nosso Senhor Jesus Cristo debaixo das espécies consagradas. (….) Os sacerdotes devem entender que a Congregação considerará qualquer queixa desse tipo com muita seriedade, e, caso sejam procedentes, atuará no plano disciplinar de acordo com a gravidade do abuso pastoral.” (Protocolo no 1322/02/L) Tal intervenção foi reiterada em 2003.
Também a instrução Redemptionis Sacramentum, instrução publicada pela mesma congregação em 2004, determina (n. 91): “Qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.”

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Matéria retirada do site do Pe. Paulo Ricardo (pepauloricardo.org.br)

Espero que tenha tirado a cisma de alguns, que tenha esclarecido dúvidas de muitos desentendidos, que tenha servido pra mudar o hábito de alguém, e o principal... que tenha servido para honra e Glória do Senhor Jesus Cristo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Em poucas palavras...

Não é como antes aqui dentro!
Nem aqui fora!

Black and white. Shadows.
Pressão!

Xadrez de... palavras... desnecessárias.
Chá de... algo estranho... ar?!
O QUE É ISSO!? cala a boca pensamento.

Sai daqui.

A pior sensação de TODAS:
onde está meu controle!?

domingo, 6 de novembro de 2011

à São Judas e à Sede Santos

Com o pessoal da Sede Santos no Hallel 

Ruah! Sopro do Espírito Santo! Nosso Ministério da São Judas

Grandes educadores! Nosso casal padrinho da São Judas, Daiane e  Vinicius, com vocês eu e o Gu aprendemos muitas coisas, com nossas partilhas, nossos momentos divertidos e santos!
Atualmente a minha vontade era dividir-me em duas!
Mas será que isso solucionaria? Será que eu, ainda que duas, teria a plenitude daquilo que eu gostaria que acontecesse?
Não consigo simplesmente ESCOLHER entre duas comunidades, entre dois grupos de amigos!
EU AMO estar nos dois lugares! Eu amo as pessoas que estão nos dois lugares!
A felicidade me tomou, transbordou em mim, quando o desfecho de um dos meus domingos, foi encontrar a turma da São Judas, estando com a turma da Sede Santos. Meu grande sonho sempre foi unir essas duas comunidades, isso é sonho do meu humano, que cada vez mais fica dividido entre: "Onde eu estarei esse final de semana?!"
É duro pa genti chegar na Sede Santos e ouvir que você faz falta, e chegar na São Judas e ouvir a mesma coisa.


E cada vez mais eu noto que... o que tenho que trabalhar em mim é o desapego.
Sabe, a distância é um empecilho na amizade, apenas quando ela te faz perder a confiança em alguém, e eu vejo que perdi a confiança, de algumas pessoas, por distância! Por não poder estar todos os finais de semana aqui, ou lá! E felizmente, estou onde Deus me chama a servir. Não há como escolher! O que sempre digo a Jesus é:
"Guia-me, leva-me, conduza-me por Tuas veredas!" - como diz a canção. É isso que Ele tem feito comigo.


Certas feitas não sei como agir. Gosto apenas de aliviar alguém. Não preciso que a pessoa me conte o que a aflige, porque muitas vezes, eu mesma vou poder oferecer apenas oração.
Gosto de fazer alguém sorrir com meu sorriso, com minhas palhaçadas, com meu jeito, de lua, as vezes sem jeito, as vezes pra frente!
EU AMO AS DUAS COMUNIDADES. AMO SERVIR A DEUS NAS DUAS!
E essa mensagem é pra todos os amigos que
"perdi"...

pra toda confiança depositada em mim, que eu prezo e rezo, pra nunca decepcionar!
Por todos os amigos que fiz, pra todos vocês que me resgataram, que me levam dia-após-dia, a querer estar mais perto de Deus.
Nunca vou me esquecer do dia que a Fran me disse: Amigos são aqueles que te levam pra Deus!
Então, conclui-se que vocês são meus amigos.


Espero que vocês entendam sempre, façam uma forcinha para entender, que é dificil pra mim, não poder estar em dois lugares ao mesmo tempo, pois o amor, aaaah o amor que sinto por vocês, é o mesmo. É grande. E saibam: FAZ MUITA FALTA!


Que Deus abençoe sempre vocês meus amigos, minhas comunidades amadas!