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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Viejem-Terapia

Hoje derrubei meu guarda-roupa! Nãão, não comprei roupas novas... nem sapatos novos... quis dizer que...
TIREI TUDO DE DENTRO DELE, PRA VER O QUE AINDA ME SERVIA (em todos os sentidos da palavra).
Foi quase como ir pra Narnia!


Abri caixas com maquiagens antigas... com tranqueiras, chaveiros.
Encontrei agendas com passados comprometedores... porém emocionantes...
Thainá e Pamela, encontrei TODAS  as cartas que ganhei de vocês... encontrei fotos do meu colegial... de antigos namorados... algumas que eu precisava rasgar por admitir que essas lembranças em mim não mais existiam... não mais abalavam meu coração.


Viajei na minha linha do tempo pessoal. Revi pessoas amadas. Chorei por perder o contato com algumas, e ao relembrar lindos momentos. Sorri de novo com as antigas piadas. Relembrei meus amados educadores.
PERCEBI, FINALMENTE, O QUANTO ESTOU ATRASADA COM MEU SCRAPBOOK.


Reli cada poema que meu namorado me escreveu. Reli cada passagem da nossa história na minha agenda de 2010.
E ao ler e ver foto da minha adolescência, vi o quanto Contardo Calligaris estava certo ao escrever seu livro: fiz parte de várias tribos, quebrei inumeras regras, desafiei, me contradisse, critiquei Deus e o mundo, nada estava bom, tudo era conflito. Ora chorava e ouvia Simple Plan, cortava os pulsos, mas sem querer morrer (?) Ora ouvia Metallica e achava o máximo as músicas sublimiNares, sensuais. Amava o clip da Until it Sleeps, quando não entendia direito o significado dele. Batia cabeça, me descabelava nos shows de Metal! Mas não deixei de ir no do Fresno e no da Pitty sakas?
Não tinha hora pra chegar, bebia, não tava nem aí, machucasse quem machucasse! E tinha gente que me amava. E não era um só. E eu fazia questão de machucar um por um. ERA UMA MARCA MINHA. Aquela velha história de "fechei o meu jardim, e fui roubar a flor dos outros!" CAZUZA ME DESCREVIA! Cassia Eller então, vivia por mim! Avril Lavigne me vestia. EU ERA TUDO. TUDO. MENOS EU MESMA. Cheia de gangues e rótulos, vazia do meu eu. Afinal, que bicho morde a gente quando chegamos aos 13, 14 aos hein?
Quando eu resolvia amar alguém, eu amava demais. Tudo era tão ao meu redor. Ai daquele que tentasse me impor limites. Ai de Deus, que tentou, naquela época eu o odiava. Hoje, o amo tanto! Sem Ele, tchã, o que é de mim! Naquela época eu estudava história por hobby, só pra poder lascar o pau na igreja. Hoje tenho o reverso de cada argumento que dei. Desconverti alguns. Hoje corro atrás do prejuízo.
Eu era uma maça :P
casca vermelha, linda, saborosa. Pena que eu tinha caído do pé, e nem passei pelo estágio madura.
Uau! Olha só pra mim. No espelho parece ser outra. Parece ser uma pessoa que eu conheci um dia, mas que faleceu sakas?
Levo essas contradições até hoje comigo.


Aí fiz relação com uma frase que uma amiga de serviço disse: "Você tem 19 anos, e viveu por 40!"
Ela tem toda razão. Experiencias boas e ruins... mais ruins que boas... as boas estou vivendo agora.
O resultado dessa brincadeira de limpar o guarda-roupas deu em uma sacolada de papéis e fotos com mas lembranças que eu joguei fora. Foi como uma viajem-terapia.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Um bom papo

Impressionei-me ao ver o noivado de um casal de 70 anos de idade na igreja. Lá eles receberam o certificado de curso de noivos, e ao ve-los, filosofei.
Que lindo ver que o amor não tem idade para acontecer, e que... mais que ter filhos, morar juntos e todas as outras coisas que pessoas casadas fazem, é a boa relação entre eles.
Observando, cheguei a conclusão de que... um bom papo é fator determinante do Príncipe Encantado, afinal, é com ele que você vai passar a vida toda, e quando chegar a velhice, o que mais vocês vão fazer além de curtir um bom passeio e uma boa conversa?
É preciso amor, é preciso diálogo.
E quando isso tudo tem 70 anos de idade, o amor fica lindo de se contemplar.