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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Como se fosse a última vez!

Por que é que tem que ser assim? Por que sempre descobrimos o valor das pessoas queridas quando elas estão em risco, ou doentes, ou morrendo, ou mortas?!
E o pior é padecer diante dessa situação...
De ver, e ficar de mãos atadas, de ver e não poder ajudar...


Minha vovozinha fez uma cirurgia na perna, minha mãe se vira no avesso pra cuidar dela e da nossa casa, e eu trabalhando num posto de saúde, lamentando ao olhar que ela não sabe manusear o andador!
Nunca fui muito próxima dela, mas senti até náuseas quando vi seu estado de saúde, e como trabalhadora na área, não conseguir ajudar, não estar mais próxima dela, e mais: ser uma neta tão distante.


Hoje a tarde recebi a notícia de que um amigo meu muito querido tá com suspeita da doença mais pop na cidade, que tá deixando eu e minhas colegas de trabalho, de cabelos pro ar!
Nem eu sabia que falta ele faria na minha vida, o quão ansiosa tava pra dividir com ele a decisão sobre sua vocação, e o tormento que me causava vê-lo em meus pensamento deitado numa cama com febre. Quis catar meu terço, encostado num cantinho da minha bolsa há uma semana por causa do mosquitinho da dengue, e rezar e rezar e rezar incessantemente, até que Maria fosse lá e fizesse plantão do lado da cama do meu Irmão, enxugar o suor, e por Suas doces mãos sobre seus olhos... acredite: um só minuto de sofrimento seu me sufoca. Acho que não tenho culpa de fazer com que certas pessoas sejam "significativas" na minha vida, e eu nunca exigi ser significativa na vida de alguém... apenas torno as pessoas importantes demais pra mim... como esse meu irmão, que é como sangue mesmo, a gente briga briga, mas no fim faz planos juntos, no fim um intercede pelo outro, no fim, quando um padece, o outro está ali, bem do lado do leito, ligando que nem louca pra saber como está, sacrificando o horário de pico, deixando de comer o miojinho, pra conseguir sair correndo de carro 5:30 da tarde, pra pegar o ônibus 15 pras 6, só pra dar uma passadinha rápida  na casa e tocar o inter-fone por três vezes sem obter resposta! Não precisa nem atender, muito menos entender, mas mande notícias, ou eu enlouquecerei!


O frio que faz em Bauru faz minha cabeça viajar até São Carlos, e lembrar que lá, está o homem que eu amo, que sofre com a tal da garganta, e lá vai Ana Cristina ligar e perguntar: "e aí amor? melhorou? e a febre? passou no médico?!"


Você só percebe o quanto aquela garota faz falta quando perde o contato com ela... assim foi com a maioria das minhas amigas, e assim será daqui talvez uns 4 anos!


Acho que às vezes sou até chata.. não dou socego, e tiro O MEU próprio sono, pra concedê-lo as pessoas queridas, eu não sei explicar, eu apenas AMO! Simplesmente amar... dar o possível, achar que isso é pouco e tentar dar o impossível, e não contente apelar para o metafísico, para Aquele que realmente resolve as coisas, e todas as nossas aflições!
No meu coração há caridade e solidariedade, que nem eu sei de onde vem, que se eu sinto que utilizo pouco, ou de maneira errada, me faz mau, me pesa na consciência!
Como eu gostaria: amar as pessoas como se não houvesse amanhã, sem pensar nos sofrimentos que isso acarretará futuramente! Amar com a intensidade que amo, quando vejo meus queridos sofrendo!

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