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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aonde se encontra a chave?

Inicio de amizade ainda, a Ka tinha o cabelo mais curto, a Caudia tinha penteado de Cleópata, a Na ainda tinha cabelo meédio e eu, tava deixando a tinta vermelha sair!

...Que me devolverá, o sentido das palavras, ou uma imagem familiar!?

Esse trecho da música do Frejat, descreve, é quase como se eu não precisasse dizer. Saudades, aquela velha palavra. Fondueda com momentos momentâneos!
Minha cabecinha têm martelado emcima da ideia de amizade.
E há pouquíssimo tempo atrás, descobri um magnetismo. Sabe, a gt nem conhece a pessoa... mas quer ela pra você. Isso não tem nome, e o pior, não sei como agir! Não fazer nada é pouco... preciso fazer alguma coisa... mas então porque? porque eu me sinto com as mãos tão atadas?!

She is everything to me - Claudia
É quase como se eu tivesse adentrado numa máquina do tempo. Fechei os olhos no meu quarto escuro e sonhei... sonhei em imperar sobre o relógio! Em ser sua rainha por um dia! Eu voltaria pr'aquela época, onde éramos 4, com uma AMIZADE, com uma linda história...
Ah eu suspiro quando me recordo do colegial!
Eu vivia tão bem e tão feliz... eu tinha um lugar meu pra sentar, tinha capas de caderno pra assinar, tinha TREÊS ABRAÇOS, todo dia de manhã! e companhia por meio dia, pelo menos!
Quer dizer, dois abraços e meio pq a Ka não era melosa. jsaijaiojsaios
Ah que saudades das minhas biólogas, e da minha complexada.
Daquela garota que se achava gorda e da branquela. Da amarela tbm. Aliás tinhamos nossas cores: marron, amarelo, laranja e branco!
Que aperto no coração! não nos reunimos mais que uma unica vez depois daquilo.
Nos últimos dias, acima de TUDO, tenho sentido falta de vocês! Da amizade que nós tínhamos.

Cheguei à conclusão que talvez estivesse cobrando o amor que vocês me davam de outras pessoas. MEu inconsciente tentou recriar vocês! Eu sou doente e maluca!
E nem elas nem eu merecemos isso.
É por isso que às vezes penso em sacrificar tudo, até que eu mesma, tenha noção, tenha saber, e ciência do que tenho procurado em minhas amigas!

Do lado de vocês eu me sentia segura e amada.
Até que eu encontre uma explicação pra: Daonde é que vem o amor que eu sinto por aquela garota? Porque eu não consigo simplesmente jogar tudo pro ar? POrque eu não QUERO fazer isso? Porque eu prefiro sofrer td dia com ela do que sofrer todo dia sem ela?
E aquela minha "cara estranha", vai durar ainda algum tempo... porque eu não tenho paz enquanto não encontrar as minhas respostas... enquanto eu não resolver isso...
Enquanto eu mesma, não for digna de ter amigas novamente.

Claudia, Karen, Naiara: eu sempre amarei vocês. Longe, perto, vendo vocês ou não, mantendo contato ou não. Vocês me fizeram feliz.
Eu me sinto tão estranha lá. Queria vocês de novo cmg pelo menos essas 4hrs diárias!

Eu sei que uma rede invisível irá me salvar...
Eu salto pro alto eu vou em frente, de volta pro presente! :(

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lady Gaga e suas mídias nojentas


Meu ódio por você nasceu nos seus primeiros clips, onde vc aparecia semi-nua! Agora não é diferente. Mas você resolveu aumentar meu ódio incrementando cruzes nos lugares sexuais do seu corpo ¬¬'
Vira e mexe o desenho de cruz nos seios, ou na parte de baixo do biquíni.
Engulindo terço na música do tal do Alejandro!






Mas definitivamente: pra mim chega!
Você é nojenta! fútil, e desprezível!
E se superou no novo single Judas!




Onde vc se coloca uma coroa de brilhante, com um manto azul, e um coração no peito!
Uma alusão à MARIA, suponho eu né?!
Ora sua...




E pra adicionar um pouco mais de polêmica ainda enfia um "Jesus" bonitão, malhadão, semi nu, coroado de espinhos! Passa batom na boca de Judas antes dele beijar Jesus!
E LAVA OS PÉÉÉÉS DELES!


Essa letra então hein!?


Foi mal aí, mas não aceito qualquer uma brincando assim com meu Senhor!
E apropósito, sou semi-vegetariana, e akele seu vestido de carne já me deu nos nervos ¬¬'


E a cada dia eu me apaixono mais por Jesus, por Ele suportar tamanha barbarie!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Contador e Ouvinte



Ao longo da tão amada faculdade de pedagogia, percebi que...
Futuramente serei contadora de histórias: Aquela que abre um livro, faz as crianças sentarem ou deitarem no chão e conta uma historinha bem legal pra estimular a imaginação delas, e claro, interpretando!
Eu tive uma contadora de histórias, mas eu já não era criança. Dona Matilde contava histórias pra oitava série. Os marmanjões de 14 anos deitavam na carteira e ouviam lindas e românticas histórias da mitologia grega, ou um conto super interessante de terror e suspense. A primeira professora que eu não vi como carrasco foi ela, e foi também quem me falou sobre faculdade, e quem fez eu me apaixonar por escrever, ler, e contar histórias.


Mas além de ser contadora, atualmente sou OUVINTE!
Meu emprego atualmente é um privilégio! Não porque não cansa... cansa sim, ainda mais quando se tem que escolher entre tomar banho ou jantar pra ir pra faculdade...
Mas porque, quando pedi pra Deus me colocar num emprego onde eu pudesse ajudar pessoas, lá foi Ele com Suas mãozinhas milagrosas e me colocou de ACS, um serviço onde eu aprendi a não ter nojo, a ser ainda mais humilde e caridosa, a ouvir, e também, principalmente, a enxergar que a sociedade ainda tem pontos muito precários a resolver. A sociedade também, mas sozinha ela não pode, é preciso sim das autoridades e de todo o dinheiro envolvido ¬¬'
Em minhas visitas, casa a casa eu recolho um grande conto, uma linda história de vida, uma lição de moral, uma boa reclamação, uma reivindicação correta, um lamento porque faltam remédios para todos que precisam!
Rubem Alves já chamava: A Arte de Ouvir.


Escrever as minhas histórias, querer publicá-las um dia, contá-las às crianças, é arte...
MAS NADA SE COMPARA A OUVIR! Tenho construído um ponto de vista de que ouvir, é quase um milagre em minha vida! O que seria de mim sem minhas histórias? MINHA NÃO! Dos meus amados pacientes! Das minhas vivências dia após dia em um posto de saúde.


A arte de ouvir, têm inspirado minha arte de escrever!

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A arte de Ouvir - por Rubem Alves


De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver juntos e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: “No princípio era o Verbo”. Eu acrescento: “Antes do Verbo era o silêncio.” É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim. Para ouvir as vozes do silêncio. Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: “Cessa o teu canto! Cessa, que, enquanto o ouvi, ouvia uma outra voz como que vindo nos interstícios do brando encanto com que o teu canto vinha até nós. Ouvi-te e ouvia-a no mesmo tempo e diferentes, juntas a cantar. E a melodia que não havia se agora a lembro, faz-me chorar...” A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa para por não haver o que dizer tratamos logo de falar qualquer coisa, para por um fim no silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio, é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano o nome do filme é “Aconteceu em Tóquio”. Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do Ser. A filosofia oriental, pela questão do Vazio, do Nada. É no Vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. “Como é a professora?”, sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: “Ela grita...” Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, Da. Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete. “Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: ‘é exatamente como eu, eu...’ e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar: ‘é exatamente como eu, eu...’Essa frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar à força o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...”
Será que era isso que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno ( pois não é essa a sua missão?), penetrando-o com a sua fala fálica e estuprando-o com a força da autoridade e a ameaça de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno há uma melodia que se toca. Talvez seja essa a razão porque há tantos cursos de oratória, procurados por políticos e executivos, mas não haja cursos de escutatória. Todo mundo quer falar. Ninguém quer ouvir.
Todo mundo quer ser escutado. (Como não há quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda criança também quer ser escutada. Encontrei, na revista pedagógica italiana “Cem Mondialità” a sugestão de que, antes de se iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crianças. No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.
Sugiro então aos professores que, ao lado da sua justa preocupação com o falar claro, tenham também uma justa preocupação com o escutar claro. Amamos não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita é um bom colo para uma criança se assentar...



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Como se fosse a última vez!

Por que é que tem que ser assim? Por que sempre descobrimos o valor das pessoas queridas quando elas estão em risco, ou doentes, ou morrendo, ou mortas?!
E o pior é padecer diante dessa situação...
De ver, e ficar de mãos atadas, de ver e não poder ajudar...


Minha vovozinha fez uma cirurgia na perna, minha mãe se vira no avesso pra cuidar dela e da nossa casa, e eu trabalhando num posto de saúde, lamentando ao olhar que ela não sabe manusear o andador!
Nunca fui muito próxima dela, mas senti até náuseas quando vi seu estado de saúde, e como trabalhadora na área, não conseguir ajudar, não estar mais próxima dela, e mais: ser uma neta tão distante.


Hoje a tarde recebi a notícia de que um amigo meu muito querido tá com suspeita da doença mais pop na cidade, que tá deixando eu e minhas colegas de trabalho, de cabelos pro ar!
Nem eu sabia que falta ele faria na minha vida, o quão ansiosa tava pra dividir com ele a decisão sobre sua vocação, e o tormento que me causava vê-lo em meus pensamento deitado numa cama com febre. Quis catar meu terço, encostado num cantinho da minha bolsa há uma semana por causa do mosquitinho da dengue, e rezar e rezar e rezar incessantemente, até que Maria fosse lá e fizesse plantão do lado da cama do meu Irmão, enxugar o suor, e por Suas doces mãos sobre seus olhos... acredite: um só minuto de sofrimento seu me sufoca. Acho que não tenho culpa de fazer com que certas pessoas sejam "significativas" na minha vida, e eu nunca exigi ser significativa na vida de alguém... apenas torno as pessoas importantes demais pra mim... como esse meu irmão, que é como sangue mesmo, a gente briga briga, mas no fim faz planos juntos, no fim um intercede pelo outro, no fim, quando um padece, o outro está ali, bem do lado do leito, ligando que nem louca pra saber como está, sacrificando o horário de pico, deixando de comer o miojinho, pra conseguir sair correndo de carro 5:30 da tarde, pra pegar o ônibus 15 pras 6, só pra dar uma passadinha rápida  na casa e tocar o inter-fone por três vezes sem obter resposta! Não precisa nem atender, muito menos entender, mas mande notícias, ou eu enlouquecerei!


O frio que faz em Bauru faz minha cabeça viajar até São Carlos, e lembrar que lá, está o homem que eu amo, que sofre com a tal da garganta, e lá vai Ana Cristina ligar e perguntar: "e aí amor? melhorou? e a febre? passou no médico?!"


Você só percebe o quanto aquela garota faz falta quando perde o contato com ela... assim foi com a maioria das minhas amigas, e assim será daqui talvez uns 4 anos!


Acho que às vezes sou até chata.. não dou socego, e tiro O MEU próprio sono, pra concedê-lo as pessoas queridas, eu não sei explicar, eu apenas AMO! Simplesmente amar... dar o possível, achar que isso é pouco e tentar dar o impossível, e não contente apelar para o metafísico, para Aquele que realmente resolve as coisas, e todas as nossas aflições!
No meu coração há caridade e solidariedade, que nem eu sei de onde vem, que se eu sinto que utilizo pouco, ou de maneira errada, me faz mau, me pesa na consciência!
Como eu gostaria: amar as pessoas como se não houvesse amanhã, sem pensar nos sofrimentos que isso acarretará futuramente! Amar com a intensidade que amo, quando vejo meus queridos sofrendo!