Páginas

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A nuvem de algodão


O dia foi cansativo.
Saí caminhando querendo descanso
E o que encontrei? foi poesia.

Ao som da embalada voz terna naquela canção
E a calmaria que ela traz
Me peguei encarando um céu de chumbo
Aves voando sem paz.

Pro norte, pro norte, é pra lá que elas vão
Fugindo de uma nuvem cinza, quase negra
que guerreava com uma nuvem branca de algodão.

Gotículas já me molhavam
O cheiro de chuva chegou...
Vento fresco tocava minha face...
E a batalha começou.

Ele me dizia: Vai pra casa filhinha,
Não é seguro ficar aqui
embaixo da arvore verde
que deixou essas pétalas cair.

As bombas d'água começaram a descer.
Bem Atrás de mim caía agua. Mas não em mim.
Um guarda-chuva invisível protegendo meu ser.

barro recente encharcava meus pés.
E a paisagem já estava machucada.
Flagelos naturais soltos pelo chão
folhas ao vento levadas
Inquietação no meu coração
Ao sentir o tinir das espadas

A nuvem de algodão sempre vence.
Porque todos os dias são claros...
Vem limpos e com sol...
As batalhas podem ser diárias...
Mas a vitória...
Pertence a Um.
Aquele meu guarda-chuva!

Um comentário:

  1. Apesar das nuvens escuras sobreporem as claras, são as nuvens de algodão que ficam mais perto do Sol...

    Nina, você realmente sabe fazer cada poema... *-*

    ResponderExcluir

Diálogo?