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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Escrever é ser lido!



Nas páginas de minha vida eu escreveria: Não se perca em mim essa identidade, de poder tocar letras na superfície de minha pele.
Em meus olhos há linhas repletas de palavras que descrevem sentimentos, com a letra E eu escreveria Euforia tentando informar o que há por dentro, com T escreveria Terracota e com M escreveria Mel, tentando descrever a cor.
Escrevo porque meus olhos são atentos, meus ouvidos sagazes e minha imaginação é inquieta!
Escrevo porque o papel é meu amigo, e cumpre suas obrigações como tal.
Posso somente em minha pequenez sentir controle sobre A CANETA! Que segundo minha vontade desliza-se para a direita traçando fatos e emoções.

"Escrever não muda a carne, não eleva o espírito, não altera a forma ou a dimensão das coisas. Escrever, por mais que seja uma atividade visível, é antes de tudo um trabalho interno. É pintar as paredes de dentro de preto, é torcer as nuvens que se formam no peito até a ultima gota, é desaguar do rio ao mar, sem perspectiva de oceanos."
Enquanto a cachoeira de palavras jorra de mim, instantâneamente nascem outras que necessitam ficar. Sou toda Livro, às vezes fechado, mas constantemente entreaberto. Por favor, não veja a capa em meu corpo, mas nas janelas de minha alma.
Existem histórias que não merecem permanecer aprisionadas aqui dentro, e então coloco em prática essa arte que mais é auto-ajuda.

"A escrita é a minha memória, não a que a realidade impactou em meu cérebro, mas que a minha luz desenhou no meu vazio, o que me aconteceu, o que eu anseio e o que eu temo se misturam na escrita interna. Escrevendo eu me ouço, eu coloco o querosene na lamparina sem jamais ascender sua luz, eu tateio meu escuro, eu me adapto ao vácuo, ao nada. Escrever é minha maneira de gritar em silêncio. Escrever é o que faço entre uma linha e outra, entre uma vida e outra. Escrever é natural, é não só manchar de signos o papel, é ser o próprio signo, mas sem significado, fonética ou tradução. Quem escreve é o hieróglifo perdido pelo tempo nas paredes da pirâmide. É o incompreendido. Escrever é ser lido."

"Tanto o amor, quanto a escrita coincidem na busca apaixonada,
quase sempre desesperada, da comunicação." - Jorge Duran
"Palavras a pique correm enfileiradas por minhas veias, emergindo do reino abissal até o legível, tornam-me visível, são elas o meu único ser possível."

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Créditos: Esses trechos maravilhosos entre aspas são retirados do último post de uma antiga inspiração: Dr. Roberto Torta (roberto-torta.blogspot.com) que mais uma vez me impulsionou a soltar esse texto aqui! Obrigada ^^
Não conheci ainda em vida alguém que escrevesse tão envolventemente quanto você. Publique um livro. Por favor. Não me importa o que ou como você se entitula, porque em minhas vistas não consigo descrevê-lo de outra maneira e com mais bonito nome que: ESCRITOR!

Apenas o que não está entre aspas é de minha autoria.

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