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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma realidade imaginária.


Fechei os olhos. E senti o vento bater friamente no meu rosto.
O frio me fez bater queixo. As folhas nas árvores pareciam se comunicar
batendo umas nas outras, em perfeita harmonia.
"ouve. Sente!"
Me deixa viajar.
Eu nunca precisei de nenhum entorpecente pra isso.
Tenho mais uma passagem. Vem comigo.
Ergue o braço e você tocará a torre Eiffel.
Um rodopio. Dois passos. É um livro. A estátua da liberdade.
Pegou a minha mão, e destruiu o nariz da Esfinge Egipcia.
"Você ainda me deve Italia."
EU SOU A DONA DE UMA MÁQUINA DO TEMPO.
Avistei ele empurrando um menino pra casinha da arvore. num ipê. Roxo. Claro.
Uma menina com duas xuxinhas no cabelo inteiro cacheado. Vestidinho branco e sujo de terra.
A outra menorzinha acompanhava.
E eu lá lavando a louça. Descalça.
E você lá com seus moletons velhos de dormir em dia de domingo.
"Sabe de uma coisa? O dia que você gravou nosso nome nesse ipê, foi um dos dias mais felizes da minha vida!"
Me deixa viajar.
Eu nunca precisei de nenhum entorpecente pra isso.
Tenho minha própria máquina do tempo.
E mais uma passagem.
Vem comigo. Mais uma vez?
Uma bolsa cheia de doces. Uma toalha quadriculada.
Girassóis. Pick nick. Silencio. Encarar o céu, até ele ficar cheio de pontinhos azuis brilhantes.
Quer viajar de novo?
Seremos eu, você, e a nossa realidade imaginária.
Um sonho, que nunca deixará de ser vivido.
Uma magia, que nunca se perderá.
Aquele sentimento que está fora de moda,
entre nós dois, em pleno século XXI.
Algumas coisas só existem,
Quando permanecem na surrealidade.
Alguns sonhos se realizam quando você está dormindo.
O importante, é que você sempre estará comigo,
fazendo com que tudo vire fábula contemporânea em pleno acontecimento.

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